Era uma vez...
Era assim que começavam as histórias que minha mãe me contava. Muitas das que contei às minhas filhas também começavam da mesma maneira.
Não era só ao deitar. Podia ser em qualquer altura em que a nossa imaginação entrava no mundo da fantasia.
Todas nós, mães, lemos as eternas histórias infantis, inventámos outras tantas e quando, mesmo assim, elas nos pediam mais, como no meu caso, eu aproveitava e lia-lhes A Escola do Paraíso do José Rodrigues Miguéis, Serioja de Vera Panova, tantas outras. Eu até lhes li A Cantora Careca de Ionesco, que elas hoje recordam com muito humor.
Mas chega uma altura em que temos mesmo que acabar. E eu tinha duas historinhas que eram como um terminar da sessão.
Uma delas era assm:
- Era uma vez três, dois austríacos e um francês.
O francês como era mais audaz, puxou da espada e ...zás.
Mas não julgues que o matou.
Eu vou contar como ocaso se passou.
Era uma vez três..... e voltava ao princípio.
A outra ainda era mais pequena:
- Era uma vez uma vaquinha chamada vitória. Morreu a vaquinha, acabou-se a história.
E depois de muitos protestos "Oh mãe essa não!" era a hora de fechar a luz e fazer ó ó.














