quarta-feira, junho 09, 2010


Jacarandás


Mangerico


Alcachofras-bravas



Chegado o mês de Junho, os jacarandás  em flor tornam a cidade mais bonita e perfumada

Junho é também mês de festa dos Santos Populares  e os mangericos invadem a cidade . Para sentir o seu perfume devemos só aflorar a mão às suas folhas e cheirar a mão.

As alcachofras-bravas surgem agora em flor por esses campos e, na minha infância, também elas estavam ligadas aos Santos Populares.

Diziam as mulheres mais velhas que se queimássemos uma alcachofra na noite de Santo António e ela depois voltasse a florir, o nosso amor era correspondido... mas também aconselhavam a não as queimar muito...
Pegávamos nela pelo pé e junto à fogueira queimávamos a parte azul, depois punha-se num copo com água e esperávamos, de coração alvoroçado, que ela florisse. E... floria sempre.





sexta-feira, junho 04, 2010



"As pessoas entram nas nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem"
Lilian tonet





quarta-feira, junho 02, 2010



Agora é certo, o calor chegou finalmente.
E calor = a praia, com as devidas cautelas.
Sol quanto baste, muita água,  um bom protector solar e não esquecer os seus óculos de sol.
Na Ericeira, a percentagem de iodo é maior do que na maioria das praias portuguesas, por esse motivo é muito frequentada por famílias com crianças porque o iodo faz bem aos ossos.
Aliás a Ericeira faz sempre bem e onde o mar é mais azul.

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quarta-feira, maio 26, 2010




Uma tarde de sol.
A Micas, cansada de correr atrás das lagartixas,  descansa debaixo do alpendre a contemplar os pássaros.
Já percebeu que não serve de nada tentar apanhá-los pois eles são mais rápidos a fugir.
Os pássaros , dois são pardais, os mais escuros dizem-me que são estorninhos e o outro não sei.
São uma pequena amostra dos muitos que por aqui aparecem e nos deliciam com seus gorjeios.


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sexta-feira, maio 21, 2010




Lisboa



Lisboa tem acompanhado o progresso, tal como outras grandes cidades.
Com gosto discutível dirão alguns.
Contudo ainda existe uma Lisboa  de vielas, becos, pátios, escadinhas, envolvida em História e estórias.
Havia nessa Lisboa outro encanto e mais limpeza. Ainda sou do tempo em que havia varredores a limpar a cidade  permanentemente. As ruas eram lavadas regularmente. Até as árvores eram podadas todos os anos.
Lisboa chegou a ser considerada uma das cidades mais limpas da Europa.
E agora?






terça-feira, maio 18, 2010



Um lento caminhar até se tornar numa linda borboleta.
Uma vida encantadora: ser linda, voar de flor em flor. "Às vezes só vive um dia , às vezes só uma hora, mas que hora de alegria" como dizia a canção da minha infância.
E tornar a natureza mais bela nesse curto espaço de tempo.

sexta-feira, maio 14, 2010



Venho só deixar-vos flores desta Primavera tão pouco primaveril.

quarta-feira, maio 12, 2010


Igreja da Memória

A igreja da Memória fica próximo do Palácio Nacional da Ajuda.
D. José,  Rei de Portugal a mandou erigir em 1760 em memória da tentativa de assassinato de que foi vítima.
Vinha o rei de um encontro amoroso com uma dama da família Távora, em 3 de Setembro de 1758,  quando a sua carruagem foi atacada e D. José ferido com um tiro no braço.
O Marquês de Pombal mandou torturar e executar a famíla Távora por conspiração contra a família real.
Foi no Beco do Chão Salgado, na rua de Belém, onde existe um pilar como lembrança desse acontecimento.
A igreja da Memória, em estilo neoclássico, é pequena mas graciosa. Nela se encontra o túmulo do Marquês de Pombal.
Hoje é sede da Ordinariato Castrense de Portugal/Diocese das Forças Armadas.

sexta-feira, maio 07, 2010




Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.


Sophia de Mello Breyner Andresen - As Rosas
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terça-feira, maio 04, 2010






Palácio Nacional da Ajuda

Um palácio que permanece inacabado.
A história deste palácio remonta a 1726 quando D. João V comprou três quintas em Belém. Em duas dessas quintas estão, actualmente, o Palácio de Belém e o Palácio das Necessidades. A terceira quinta seria para a construção de uma residência de Verão para a família real, tendo sido rasgada a Calçada da Ajuda para esse efeito.

Quando se deu o terramoto de 1755, D. José e a família real estavam em Belém. O rei ficou tão impressionado com o acontecimento que se recusou a viver em edifícios de alvenaria e mandou construir um palácio em madeira e pano no Alto da Ajuda. Chamou a este palácio Real Barraca ou Paço de Madeira e era decorado sumptuosamente com peças de tapeçaria, pintura e ourivesaria.
D. José viveu na Real Barraca até morrer em 1777.

Em 1794, um criado provocou inadvertidamente, um incêndio que destruiu por completo a Real Barraca e seu valiosíssimo recheio. Salvou-se a Torre Paroquial ou do Galo

É já no tempo do principe D. João, futuro D. João VI que se inicia a construção de um novo palácio. Interrompida pelas Invasões Francesas e a partida da família real para o Brasil.
Em 1821, quando D. João VI regressa do Brasil o Palácio ainda não estava concluido permitindo apenas a realização de cerimónias protocolares.

Só em 1861 passa a Residência Régia para o rei D. Luis e a esposa Maria Pia de Sabóia que introduziu grandes alterações na decoração e modernas condições de habitabilidade.
A Rainha Maria Pia viveu no palácio até Outubro de 1910 data em que a familia Real foi obrigada a abandonar Portugal, devido à instauração da República.

Actualmente além de Museu é também sede do Ministério da Cultura, Instituto Português do Património e Instituto dos Museus.