sexta-feira, maio 21, 2010




Lisboa



Lisboa tem acompanhado o progresso, tal como outras grandes cidades.
Com gosto discutível dirão alguns.
Contudo ainda existe uma Lisboa  de vielas, becos, pátios, escadinhas, envolvida em História e estórias.
Havia nessa Lisboa outro encanto e mais limpeza. Ainda sou do tempo em que havia varredores a limpar a cidade  permanentemente. As ruas eram lavadas regularmente. Até as árvores eram podadas todos os anos.
Lisboa chegou a ser considerada uma das cidades mais limpas da Europa.
E agora?






terça-feira, maio 18, 2010



Um lento caminhar até se tornar numa linda borboleta.
Uma vida encantadora: ser linda, voar de flor em flor. "Às vezes só vive um dia , às vezes só uma hora, mas que hora de alegria" como dizia a canção da minha infância.
E tornar a natureza mais bela nesse curto espaço de tempo.

sexta-feira, maio 14, 2010



Venho só deixar-vos flores desta Primavera tão pouco primaveril.

quarta-feira, maio 12, 2010


Igreja da Memória

A igreja da Memória fica próximo do Palácio Nacional da Ajuda.
D. José,  Rei de Portugal a mandou erigir em 1760 em memória da tentativa de assassinato de que foi vítima.
Vinha o rei de um encontro amoroso com uma dama da família Távora, em 3 de Setembro de 1758,  quando a sua carruagem foi atacada e D. José ferido com um tiro no braço.
O Marquês de Pombal mandou torturar e executar a famíla Távora por conspiração contra a família real.
Foi no Beco do Chão Salgado, na rua de Belém, onde existe um pilar como lembrança desse acontecimento.
A igreja da Memória, em estilo neoclássico, é pequena mas graciosa. Nela se encontra o túmulo do Marquês de Pombal.
Hoje é sede da Ordinariato Castrense de Portugal/Diocese das Forças Armadas.

sexta-feira, maio 07, 2010




Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.


Sophia de Mello Breyner Andresen - As Rosas
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terça-feira, maio 04, 2010






Palácio Nacional da Ajuda

Um palácio que permanece inacabado.
A história deste palácio remonta a 1726 quando D. João V comprou três quintas em Belém. Em duas dessas quintas estão, actualmente, o Palácio de Belém e o Palácio das Necessidades. A terceira quinta seria para a construção de uma residência de Verão para a família real, tendo sido rasgada a Calçada da Ajuda para esse efeito.

Quando se deu o terramoto de 1755, D. José e a família real estavam em Belém. O rei ficou tão impressionado com o acontecimento que se recusou a viver em edifícios de alvenaria e mandou construir um palácio em madeira e pano no Alto da Ajuda. Chamou a este palácio Real Barraca ou Paço de Madeira e era decorado sumptuosamente com peças de tapeçaria, pintura e ourivesaria.
D. José viveu na Real Barraca até morrer em 1777.

Em 1794, um criado provocou inadvertidamente, um incêndio que destruiu por completo a Real Barraca e seu valiosíssimo recheio. Salvou-se a Torre Paroquial ou do Galo

É já no tempo do principe D. João, futuro D. João VI que se inicia a construção de um novo palácio. Interrompida pelas Invasões Francesas e a partida da família real para o Brasil.
Em 1821, quando D. João VI regressa do Brasil o Palácio ainda não estava concluido permitindo apenas a realização de cerimónias protocolares.

Só em 1861 passa a Residência Régia para o rei D. Luis e a esposa Maria Pia de Sabóia que introduziu grandes alterações na decoração e modernas condições de habitabilidade.
A Rainha Maria Pia viveu no palácio até Outubro de 1910 data em que a familia Real foi obrigada a abandonar Portugal, devido à instauração da República.

Actualmente além de Museu é também sede do Ministério da Cultura, Instituto Português do Património e Instituto dos Museus.

quarta-feira, abril 28, 2010



O que resta de uma folha.
Que foi um orgão vivo de uma planta, realizou fotosíntese e respiração. Desta, em forma ovada, possivelmente de uma dicotiledónea, restaram só as nervuras por onde antes corria a seiva. O vento trouxe-a até mim, peguei-lhe com cautela e depois de a fotografar guardei-a numa caixa, conjecturando sobre as fragilidades e vulnerabilidades de todos os seres vegetais ou não.
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sexta-feira, abril 23, 2010





Fragata D. Fernando II e Glória



A Fragata encontra-se em Cacilhas, junto ao terminal fluvial, onde pode ser visitada. Actualmente é um Navio Museu da Marinha Portuguesa.


Recebeu o nome em homenagem a D. Fernando Saxecoburgo Gota, marido de D. Maria II e também por ter sido entregue à protecção de N.Sra. da Glória.


Foi o último navio à vela da Marinha Portuguesa e substitui em 1865 a Nau Vasco da Gama como Escola de Artilharia Naval.
Efectuou a sua última missão em 1878.


Em 22 de Janeiro de 1992 o casco da Fragata D, Fernando II foi posto a flutuar e em 8 de Abril de 1997, depois de várias obras de recuperação, foi relançado ao mar.

Esteve em exposição na Expo 98.

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quarta-feira, abril 21, 2010





Este ano a Discoteca Ouriço da Ericeira completa meio século de existência. É uma das mais antigas do país.
Com este aspecto tão colorido faz as delícias dos fotógrafos. Já pertence, de direito, ao ex-libris da Ericeira.
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quarta-feira, abril 14, 2010

Calçada romana em Conímbriga

Calçada portuguesa na Figueira da Foz

Calçada portuguesa em Cascais

Calçada portuguesa em Lagos (Algarve)



A arte de calcetar de que temos vestígios, remonta ao tempo dos romanos.


A calçada portuguesa surgiu pela primeira vez em 1842 , trabalho realizado por presidiários chamados "grilhetas", por ordem do Tenente -general Eusébio Pinheiro Furtado, Governador de armas do Castelo de São Jorge.. O material usado é calcário e basalto que continua nos dias de hoje.


É uma arte que poucos reconhecem como tal, chegando mesmo a surgirem vozes de protesto por os nossos passeios terem essa configuração. O problema está, a meu ver, no desleixo a que são votados e a falta de civismo de todos nós.


Além de ter uma beleza inigualável, tem uma manutenção mais barata e escoa a água da chuva mais rapidamente.
Podemos ver a calçada portuguesa em quase todo o mundo. E, que maravilha ter sob os nossos pés, golfinhos, estrelas, ondas do mar, flores, elaborados pelas mãos criativas dos nossos mestres-calceteiros.

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sábado, abril 10, 2010



Cacilheiros



Perde-se no tempo, quando se terá iniciado a ligação entre as duas margens do Tejo. Mas consta que já no séc. XIII (1284) as autoridades de Almada e Lisboa negociavam essa mesma travessia.
Os Cacilheiros, designação dada aos barcos que asseguram a ligação entre Lisboa e Cacilhas, fazem parte das nossas memórias. A travesssia do Tejo é uma vivência arrebatadora.
Estes velhos Cacilheiros estão a ser substituídos por barcos mais modernos, mais confortáveis, mas é com certa melancolia que aceito este facto tão natural.
O Eborense foi construído em 1954 nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo sendo, portanto, o mais antigo.

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