domingo, julho 21, 2013
sexta-feira, julho 19, 2013
segunda-feira, julho 15, 2013
Imagem da Wikipedia
Para começar a semana com um sorriso.
O Pedro estava feliz. Ia sair do manicómio pois estava curado.
Enquanto fazia a barba ia cantarolando com a sua voz de barítono.
Olhava-se ao espelho radiante.
De repente, num gesto desastrado, deu um piparote no espelho que cai ao chão e parte-se.
O Pedro olha para a parede vazia, aterrado.
Corre como um alucinado até ao gabinete do médico.
-Doutor, doutor!
-Então Pedro, que se passa?
-Oh doutor, veja bem o meu azar, agora que estava curado, que ia sair livre deste manicómio, não é que fiquei sem cabeça.
Boa semana.

quinta-feira, julho 11, 2013
Imagem da Wikipedia
O País está a ser submetido a uma infindável série de acontecimentos que não permite aos cidadãos um momento sério de reflexão.
Eu já li e ouvi chamarem-lhes de: ópera bufa, telenovela mexicana, folhetim da "coxinha", teatro "Tide" e muito mais.
E eu lembro-me da peça de teatro de Ionesco, A Cantora Careca, que teria lugar nestas comparações.
Ionesco baseou-se em frase feitas que transformou em diálogos e estes transformados em cenas. Cenas essas que demonstrariam as mil e uma maneira de não se dizer absolutamente nada, durante algum tempo. Luís de Lima disse que Ionesco se tornou, assim, um explorador do vácuo do pensamento. Tal e qual como agora.
Mas também podemos socorrer do jogo de matraquilhos.
Os bonecos são manipulados. Permanecem firmes e hirtos a passar a bola e a chutar a maior parte das vezes para canto.
Pode ser muito divertido mas não resolve nada.
segunda-feira, julho 08, 2013
Imagem da Wikipedia
Parece que vamos ter um Verão muito preocupante por isso segue uma anedota para animar.
Andava o Paulinho a passear no pátio do manicómio com uma escova de dentes presa a uma trela.
Passa o médico e diz-lhe:
- Então Paulinho andas a passear o teu cão?
- Oh senhor doutor então o senhor não vê que isto é uma escova de dentes?
- Tens razão. Que distracção a minha.
Aí o Paulinho vira-se para a escova de dentes e diz:
-Anda Bóbi, já enganámos mais um.
E lá vamos cantando e rindo...
domingo, julho 07, 2013
Consórcios
Compras de bens em
consórcios
Voltando ao tema das compras em consórcios, pesquisei mais
um pouco e na realidade o que tenho verificado é que pesando bem o lado das
vantagens e o das desvantagens, a balança desequilibra-se fortemente para o
lado das vantagens.
Pode-se perguntar o porquê desta escolha ser mais vantajosa
para o consumidor do que outros métodos de compras de bens móveis ou imóveis.
Penso que talvez o único método que é mais vantajoso hoje em dia para os
consumidores, seja a compra a pronto pagamento, ou seja com dinheiro à vista,
pois permite negociar o valor final do bem que se quer comprar.
Mas obviamente, serão poucas as pessoas que possuam uma
avultada quantia que possam dispor e assim fazer baixar o preço final de um bem
móvel como um automóvel, um barco ou uma moto, ou de um bem imóvel como um
apartamento ou uma casa.
Quais as opções que
se podem tomar então?
Não tendo um grande volume de dinheiro disponível para
comprar a pronto um bem, o consumidor depara-se com vários métodos de compra,
uns como o financiamento bancário ou através de planos de crédito, a longo ou a
curto prazo, e que implicam várias condições prévias, como ter um rendimento
fixo, ou seja um salário e tem associado outro tipo de despesas e de juros que
podem ser mais ou menos altos conforme a relação do cliente com a instituição
financeira.
Mesmo dentro dos financiamentos existem várias modalidades,
mas todas elas implicam que o consumidor pague juros do empréstimo ou
financiamento pedido.
Depois existem as compras em consórcio, em que as vantagens são
imensas, mas as mais importantes são por exemplo a não existência de juros,
porque na prática não se está a financiar ou a emprestar dinheiro ao consumidor
e por outro lado, o consumidor não precisa de estar empregado e ter um salário
para poder fazer parte de um consórcio e comprar por exemplo um carro para as
suas deslocações.
Um comprador em consórcio, pode ainda optar pelo número de
vezes em que quer pagar o bem que deseja comprar, o que pode tornar a prestação
mensal mais baixa e leve para o bolso do consumidor.
Claro que existem algumas desvantagens, e uma das mais
fortes, é que o consumidor pode não ter acesso imediato ao bem que quer
comprar, visto que as posições ou quotas são sorteadas semanalmente ou
mensalmente e pode demorar algum tempo até ter por exemplo o automóvel zero
quilómetros à porta de casa.
Não se esqueça ainda que comprando um automóvel precisa de
fazer um seguro de responsabilidade, bem como um seguro contra danos ou roubo.
Em cima eu disse que ter um automóvel zero quilómetros à porta de casa, pode
ser uma realidade com a compra em consórcio, no entanto se quer um seguro
automóvel barato, o melhor mesmo é ter o automóvel numa garagem ou
estacionamento privado, pois assim baixa o valor do seguro.
sexta-feira, julho 05, 2013
Freud

Freud explica
Só mesmo ele poderá explicar o que se está a passar em Portugal neste momento.
De repente, juntamente com o calor, tivemos uma sucessão de acontecimentos políticos que , aparentemente, não têm pés nem cabeça.
Recapitulemos.
O ex-ministro das Finanças, explicou os maus resultados obtidos por o Inverno ter sido longo e chuvoso.
Logo depois,numa reunião da Comissão de Economia e Obras Públicas, na Assembleia da República um deputado comunista sugere que no Almanaque Borda d'Água poderá estar a solução para os nossos problemas, provocando uma enorme gargalhada em todos os participantes, principalmente no Ministro da Economia, que riu até às lágrimas. Foi um riso aberto, franco vindo do fundo de um ego algo amachucado. Aquela frase "Qual das três palavras é que não compreende" deve ter deixado marcas. E este riso redentor foi a prova disso.
Logo depois o ex-ministro das Finanças escreve uma carta a pedir a demissão.
E aí estamos nós todos quais Jean François Champollion, debruçados sobre a carta como se fosse a Pedra de Roseta. Tentando ler para além dela porque o que lá está não se entende.
Eu acho que foi por causa do Almanaque.
Por que razão aquele deputado em vez do Almanaque não se limitou a citar Saramago, um escritor Nobel, ou ler a Constituição, ou os Lusíadas ou, quiçá, a Bíblia.
Mas ler adágios para um senhor tão reconhecido lá fora, que é tu-cá tu-lá com os grandes da Europa, foi a gota de água...ooops.
Imagem da Wikipédia
segunda-feira, junho 03, 2013
No tempo de Salazar contavam-se, às escondidas, muitas histórias.
Esta é uma delas.
Sempre que havia visitas de altas individualidades, o percurso era previamente escolhido de maneira a evitar passarem por locais mais pobres, pouco dignificantes. Havia muitos, na altura.
Numa dessa visitas, por qualquer motivo esse cuidado foi negligenciado e o préstito passou, exactamente, no meio de um bairro infecto, cheio de gentes andrajosas.
A alta individualidade pergunta surpreendida:
- O que é isto?
-São existencialistas*. Respondeu Salazar.
-Mas porquê?
-Ora, porquê. Porque teimam em existir.
Vivemos outros tempos. Mas, tal como antigamente.
Os portugueses teimam em existir
Teimam em indignarem-se
Teimam em manifestarem-se
Teimam em fazer greves.
Os outros criaram campos de exterminação com câmaras de gás.
Nós, como somos pobrezinhos, vamos ter que usar cateteres usados, talvez seringas usadas ou medicamentos fora de prazo. Não haverá espaço nos hospitais com tantos doentes. Os velhos são roubados nas suas reformas para as quais trabalharam. Os produtos essenciais cada vez mais caros.
O efeito vai ser o mesmo: Extermínio.
*Existencialismo - Movimento filosófico e literário iniciado nos séculos XIX e XX.
quarta-feira, maio 29, 2013
Imagem tirada da Wikipedia
Mais uma vez o País é submetido a um conflito de opiniões.
Ser ou não ser palhaço, eis a questão.
O palhaço é normalmente um figura simpática que nos faz rir.
A mim, pelo menos, fazia. Quando era criança.
Havia o Palhaço Rico e o Palhaço Pobre. O Rico vestia de cetim branco e a cara também era pintada de branco. Era sisudo e ajuizado.
O Pobre era espalhafatoso de vestes remendadas e enormes assim como os sapatos. E tinha uma flor amarela na lapela que esguichava água. Era o máximo.
Pelo que li há palhaços desde o Antigo Egipto, Grécia, Roma e China
Na Idade Média havia os Bobos da Corte ou Bufões
Até agora.
Há palhaços famosos como o Popov, russo, os brasileiros Patati e Patata, o Bozo e até os nossos portugueses Kinito e Emiliano.
Dos outros não reza a História.
A única singularidade em comum entre estes, deve ser a reforma miserável...

domingo, maio 26, 2013
Não sei explicar o que aconteceu mas este post, simplesmente, desapareceu.
Por isso peço desculpa ao Alfacinha , amigo belga que ama Portugal, e volto a publicar o meu agradecimento, esperando que aqui permaneça.

sexta-feira, maio 24, 2013
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios.
Cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem vos sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
Não podem cortar quem somos.
Manuel Alegre - Resgate
Águeda 23/12/2012
quarta-feira, maio 22, 2013
Pedi, há pouco tempo, ao Pai Natal, uns patins para oferecer a este Governo.
O Pai Natal já me respondeu.
Disse-me que patins, neste momento, não tem.
A crise não é só uma invenção dos banqueiros terrenos, lá é a mesma coisa. Assim sugeriu-me estas ferraduras.
Podem não ser de marca, mas são dadas com todo o gosto.
Podem não ser de marca, mas são dadas com todo o gosto.
Não são para usar..."helo"... é só para dar sorte.
Que é que estavam a pensar?

terça-feira, maio 21, 2013
Tempo de Viajar
Tempo de viajar
O Verão está a chegar a toda a Europa e está a chegar a
altura em que há mais viagens pela Europa, se optar por viajar até ao final de
Junho, ainda se apanha a Primavera que na minha opinião é a altura do ano ideal
para se viajar, o tempo não está demasiado quente em alguns países, tornando os
passeios pela cidade mais agradáveis e menos sufocantes.
Isto se a opção for viajar para conhecer cidades e países,
se no entanto a opção for o turismo de Sol e Praia, nesse caso a melhor opção é
o final do mês de Junho e todo o mês de Julho, com boas temperaturas e as águas
do oceano com a temperatura agradável para se estar de molho.
Quem optar por viajar pela Europa, deve começar a tratar de
tudo agora, pois na época alta europeia que são os meses de Verão, em muitos
países é quase impossível reservar um quarto, estando tudo cheio de turistas.
Façamos então uma lista do que se deve começar a tratar:
Primeiro, tratar dos vistos para os países que os pedem, e não
esquecer que a Europa tem dois espaços de circulação, um dos quais é o espaço Schengen, em que entrando numa
das fronteiras se pode circular livremente em todo os países que estejam dentro
deste espaço. Fora deste espaço alguns países requerem visto a não residentes
na Europa, por isso é da maior conveniência tratar com bastante antecedência
destes pormenores burocráticos.
Segundo, após ter a parte burocrática toda tratada, que tal
delinear os percursos e rotas do que quer visitar. Esta fase da preparação por
vezes é tão emocionante como a própria viagem, planeie, mas deixe algum espaço para
o improviso. Em todas as viagens há surpresas muito agradáveis que por vezes
nos levam a alterar os planos iniciais. E sabemos como as surpresas quando são
agradáveis podem nos influenciar e muito.
Aproveitando de estar a falar de surpresas, em
contrapartida, podem existir algumas surpresas desagradáveis, e para essas a
prevenção é outra e na forma de um seguro
de viagem internacional que possa cobrir todo o tipo de imprevistos, desde
a simples perda de bagagem, passando pela perda ou roubo de documentos até aos
problemas relacionados com doenças.
Mas continuando com o planeamento, de acordo com o que vai
visitar, não se esqueça de outra coisa muito importante. Na sua bagagem deve
sempre levar um agasalho mais forte, para os dias em que mesmo sendo Verão,
pode estar frio ou condições desagradáveis e se tiver algum problema de saúde,
deve andar com uma explicação desse problema, escrito num idioma
internacionalmente reconhecido, como por exemplo o inglês, de modo a estar mais
seguro se acontecer alguma coisa.
Relembrando então o que precisa, Vistos, Reservas, Seguros e
especialmente Boa disposição.
sexta-feira, maio 17, 2013
(Imagem tirada da Wikipedia)*
Rir é o melhor remédio.
E, esta semana, o País desopilou com uma colossal gargalhada.
Aconteceu quando um grupo de intervenção ia interrompendo um discurso do nosso inefável Ministro Soneca, com sonoras gargalhadas.
Andamos todos tão acabrunhados que esta lufada de bom humor é sempre bem-vinda.
Depois , é claro, vêm as habituais diatribes sobre Democracia.
Pois...pois... Então o que chamamos a esta contínua e despudorada sanha contra a Constituição que este Governo vem utilizando?
Não gostam desta maneira de as pessoas se expressarem?
Provavelmente preferem outras mais sofisticadas, cozinhadas entre quatro paredes, com insinuações a escutas e mentiras com que enganaram os Portugueses para assim chegarem ao Poder.
Por isso, meus amigos: Uma gargalhada, é uma gargalhada, é uma gargalhada!
* Soneca, um dos sete anões da história da Branca de Neve
Rir é o melhor remédio.
E, esta semana, o País desopilou com uma colossal gargalhada.
Aconteceu quando um grupo de intervenção ia interrompendo um discurso do nosso inefável Ministro Soneca, com sonoras gargalhadas.
Andamos todos tão acabrunhados que esta lufada de bom humor é sempre bem-vinda.
Depois , é claro, vêm as habituais diatribes sobre Democracia.
Pois...pois... Então o que chamamos a esta contínua e despudorada sanha contra a Constituição que este Governo vem utilizando?
Não gostam desta maneira de as pessoas se expressarem?
Provavelmente preferem outras mais sofisticadas, cozinhadas entre quatro paredes, com insinuações a escutas e mentiras com que enganaram os Portugueses para assim chegarem ao Poder.
Por isso, meus amigos: Uma gargalhada, é uma gargalhada, é uma gargalhada!
* Soneca, um dos sete anões da história da Branca de Neve
quarta-feira, maio 15, 2013
Águas claras do Índico (Maputo-Moçambique, 1997)
CALEMA
Hei-de enfrentar teimosamente o Futuro.
Defenderei até ao fim a Verdade,
Porque a Justiça é o meu ideal mais duro,
Porque o meu peito traz consigo a Vontade!
Porque existem coisa belas, hei-de defendê-las
Ainda que me apontem o dedo em riste..
Irei dizer que a Vida ainda existe!
Calema, sob o verde das águas, cresce...
Abril já partiu e os homens hoje oraram,
Mas secretamente Setembro decresce...
No fulgor dos impérios que naufragaram.
Obrigada Aninha
segunda-feira, maio 13, 2013
Resultado da 7ª avaliação da Troika: Mais dinheiro emprestado a juros supersónicos.
À custa de mais austeridade sobre os mais fracos. Como sempre!
A propósito um excerto de um texto de Alexandre O'Neill.
...
"Não se espante, por conseguinte, o leitor de que um qualquer idiota possa, ao mesmo tempo, ser feliz. É, até, assaz coerente.
Há idiotas que se consideram inteligentíssimos, o que é uma forma muito comum de idiotia, e extraem dessa certeza alguma felicidade, aquela maneira de felicidade consiste em uma pessoa se julgar muito superior às que o rodeiam.
O leitor gostaria de ser ministro ou secretário de Estado? Pois fique sabendo que há quem goste, embora - será justo dizer - também há quem o seja a contra-gosto por dever partidário ou patriótico.
Os idiotas, de modo geral, não fazem mal por aí além, mas, se detêm poder e chegam a ser felizes em demasia podem tornar-se perigosos. É que um idiota, ainda por cima, feliz, ainda por cima poder, é, quase sempre um perigo.
Oremos."
Alexandre O'Neill - Uma Coisa Em Forma de Assim- Idiotia e Felicidade
sexta-feira, maio 10, 2013
Café Chave D'Ouro Lisboa
(Imagem tirada da Wikipedia)
Este café já não existe mas no dia 10 de Maio de 1958 o General Humberto Delgado deu, neste lugar, uma conferência de imprensa sobre a sua candidatura à Presidência da República.
Indagado sobre a sua intenção em relação ao ministro Salazar caso ganhasse as eleições.
O General sem Medo, como era conhecido, respondeu: "Obviamente, demito-o."
Para que conste ele não ganhou nas urnas por, segundo se dizia, ter havido batota na contagem dos votos, mas ganhou no coração dos Portugueses.
Foram tempos emocionantes e muito perigosos por causa da Pide e dos tais "bufos".
Vou recordar alguns excertos do seu discurso, no Liceu Camões que ficava perto de minha casa, nessa altura.
...
" E sabeis porquê? Porque a alma, entusiasmo, fé e valentia, sem as costas cobertas por baionetas, são coisas que se não compram. Nem tudo se compra com dinheiro, nem mesmo reforçando os gastos confidenciais do Ministério do Interior como acabam de fazer.
...
Têm dinheiro, o nosso, mas não têm sossego. A sua consciência, embora já submersa para níveis muito longínquos do subconsciente, certamente muita vez os não deixa dormir. Nós ao contrário, embora escravizados, com a nossa vida, o nosso pão dependentes do sorriso ou boa vontade de meia dúzia de senhores, temos alegria, temos fé. Tanta fé que nem o aparato bélico que o governo histericamente amedrontado criou contra uma população inerme e indefesa, nos mete medo.
...
O copo transbordou sedento de justiça, mas o Governo não quer ver. Continua a pontificar como professor para meninos!
A nota oficiosa, alarmante, mistificadora, no estilo sibilino, tão conhecido pretende explicar em termos de desordem a impopularidade de um governo e a falência de um chefe, discípulo obsoleto de Hitler e Mussolini. Mas já não iludem ninguém a não ser União Nacional e os sugadores do Povo, do tipo daquele que pode receber só num ano 3.000 contos pelo seu trabalho a dirigir os belos diamantes ao mesmo tempo que desgraçados chefes de família vivem com os seus em regímen de sub-alimentação bem como os seus filhos , com menos por mês do que eles gastam em charutos por dia.
...
E a esse governo, repetimos como no Porto: Cansaram-nos! Cansaram-nos! Reformem-se! Reformem-se! Vão-se embora! Vão-se embora!"
Foi um discurso que acabou em apoteose. Eu ouvia do meu quintal.

quarta-feira, maio 08, 2013
Flor de pessegueiro
Venham enfim as altas alegrias,
As ardentes auroras, as noites calmas,
Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto e a flor das almas.
Que venham, meu amor, porque estes dias
São de morte cansada,
De raiva e agonias
E nada.
José Saramago Nobel da Literatura e Português
terça-feira, abril 30, 2013

Querido Pai Natal
Aproveito a moda epistolar que, neste momento, circula em Portugal, para eu também te enviar uma carta para te fazer três pedidos.
Eu sei que ainda falta muito tempo para o Natal, mas como nessa altura deverás andar muito ocupado e dada a urgência do assunto tomei a liberdade de me adiantar.
O primeiro pedido é para aquele senhor que está em Belém.
Como vem dando sinais de se encontrar muito fatigado eu pedia-te, meu querido Pai Natal, que o pusesses a ver estrelas a sério. Quer dizer, que lhe ofereças uma nave espacial e especial onde ele possa viajar por esse espaço cósmico com todo o conforto e que depois regresse em paz ao seu refúgio para aí se dedicar a escrever prefácios, posfácios, adendas, notas de rodapé, bulas e o que melhor lhe aprouver.
O segundo pedido é para aqueles rapazes do Governo.
Eles não se estão a portar muito bem, pois vão tirando o pouco dinheiro que os portugueses têm e depois disto não se vê melhoria nenhuma. Cada vez estamos mais endividados.
Para onde irá o nosso rico dinheiro? Adiante.
Portanto para eles pedia uns patins bem velozes para que fossem brincar aos ministros para outro lado.
E o terceiro pedido é mesmo para os pobres portugueses que sofrem todas estas malfeitorias.
Para eles eu pedia um despertador, daqueles antigos, com uma campainha ensurdecedora.
Para que acordem de vez.
Se satisfizeres estes meus pedidos os Portugueses ficar-te-ão eternamente gratos e eu prometo que nunca mais te penduro pelo pescoço na varanda.
Beijinhos para ti e para a Mãe Natal.
PS Se vieres a Portugal passar férias, tem cuidado com a carteira. Andam por aí à solta muitos "amigos do alheio".
Mais beijinhos e muito obrigada.
sexta-feira, abril 26, 2013
Bufo Real (Bubo bubo)

Imagem tirada da Wikipedia
Esta simpática ave, difícil de encontrar por ter hábitos nocturnos, mas fácil de identificar pelos característicos sons uh uh uh.
É a maior das rapinas com os inconfundíveis penachos sobre a cabeça que parecem orelhas e uns olhos de íris cor de laranja.
Apesar de não ver a relação com estas aves, havia, no tempo do ditador Salazar, um grupo de pessoas que eram conhecidas pelo epíteto de "Bufos". Seres inqualificáveis que denunciavam, por dinheiro, pouquíssimo dinheiro, conhecidos, desconhecidos às vezes até familiares sobre actividades reais ou não, dessas pessoas contra o regime fascista.
A miséria era muita, a ignorância ainda maior mas nada justificava a degradação moral destes "Bufos". Porque é preciso atingir o"ground zero" da dignidade humana para alguém se dedicar à sordidez de denunciar outro ser humano só porque pensava diferente.
Uma vez "Bufo" toda a vida "Bufo".
E não há idas a Roma e pedir a bênção ao Papa que limpe essa nódoa tão negra que têm na alma.
E as pessoas que têm a alma enlameada, geralmente são más, vingativas, mesquinhas e avarentas que, tudo junto, dá uma enorme estupidez.
O pior é que essas pessoas não foram tocadas pelo dia límpido e claro : 25 de Abril de 1974, e ainda existem.

terça-feira, abril 23, 2013
Vivi num bairro lisboeta perto da Estefânia, praticamente nasci lá.
Todas as pessoas se conheciam e se cumprimentavam pelo seu nome próprio.
Naquela altura as crianças acompanhavam os pais para onde quer que eles fossem. Nas compras, nas visitas aos amigos, nas festas casamentos, baptisados, cinema, teatro (de revista que os meus pais adoravam), nos bailes da Colectividade (que eu adorava, porque se se podia escorregar, ou seja patinar sem patins), velórios e enterros.
E é destes que vos quero falar.
Os velórios ainda se faziam em casa das pessoas. Escolhia-se a maior sala, tiravam-se os móveis e ordenavam-se cadeiras ao longo da parede. As pessoas falavam muito baixo e eram servidos bolinhos secos e vinho doce.
E como não podia deixar de ser exaltavam-se as qualidades do defunto. Graças àquele defeito genético, muito português, naquele momento, todos os seus defeitos tinham desaparecido.
Em Portugal é preciso estar morto para se ser especial.
Foi o que aconteceu ao "não doutor" Relvas.
A Maioria decidiu um voto de louvor ao ex-Ministro dos Assuntos Parlamentares. E, com esse voto, simbolicamente, atiraram o punhado de terra sobre o caixão.
Afinal ele não estava morto, estava era mal enterrado.
E teve direito às Solenes Exéquias.
Paz à sua alma.

sexta-feira, abril 19, 2013
A estratégia da aranha
Não sou muito dada a ter medo de bicharocos, mas as aranhas causam-me uma certa repulsa.
Aquela teia muito linda e delicada, mas pegajosa, serve para apanhar os incautos insectos que por ela passam.
Eles ficam ali a mexer-se convulsivamente até que a aranha lhes dê o golpe final com o seu veneno entorpecente. Não o come logo mas fica ali guardado para seu futuro alimento.
Este procedimento também me repugna. Estão elas ali, tão sossegadinhas, de falinhas muito mansas, convidando-os para a sua melhor seda. E, catrapus, ficam lá presos. E não há nada que os salve.
Meus amigos, este texto tem muito de parábola.
Não nos deixemos enredar pelas teias que os políticos tecem. Pelas mentiras que usam para que os incautos caiam naquelas tretas. Para as mentiras que os actuais desgovernantes deste pobre País, usaram para obter a maioria, que, pelos vistos, não lhes chega.
Dir-me-ão: É a política, estúpida!
Será, talvez. Nesse caso vou ali, num instantinho, vomitar.
quinta-feira, abril 11, 2013
Isto vai meus amigos, isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.
O que é preciso é termos confiança
Se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
José Carlos Ary dos Santos - Futuro

segunda-feira, abril 08, 2013
(imagem tirada da Wikipedia)
Dr.Jekyll and Mister Hyde
Dr.Jekyll and Mister Hyde é um livro de ficção científica do escritor escocês Robert Louis Stevenson e foi publicado em 1886.
É uma história que se adapta à realidade portuguesa.
Tivemos, no nosso caso, um não doutor que dedicou cinco anos da sua vida a construir, a zelar,
a levar ao colo a sua outra personalidade.
Olhava para ela, sorridente , embevecido, contentinho e saltitante. Resumindo, orgulhoso.
Dizia mesmo para os seus botões: Ecce Homo!
Nadava em pública felicidade com a sua Criatura.
Mas, há sempre um mas, a Criatura desdenhou da sua criação. Ultrapassou-o. Aliás o Criador começava a ser incómodo, pouco ilustre, embora lustroso.
Então no dia 4 de Abril de 2013 a Criatura matou o Criador.
Tenho a certeza que este não vai ser o final da história.
terça-feira, abril 02, 2013
Não saí do País , mas é como se tivesse saído.
Um trabalho moroso e longo ocupou todo o meu fim de semana.
E, quando volto, para além das cheias, mais nada se passou.
Onde anda o Governo? Foi levado por esses rios fora, na sua Arca de "não é"?
Ou as férias da Páscoa foram mais demoradas para eles?
Ou engasgaram-se com alguma amêndoa ?
Calculo que breve,breve saberemos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


+tres+patetas.jpg)









