terça-feira, junho 19, 2012



Aos Jacarandás de Lisboa

São eles que anunciam o verão.
Não sei de outra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
É um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas - irmão dos pássaros -
perder-me no ar.


Eugénio de Andrade  (Os Sulcos da Seda,2001)




domingo, junho 17, 2012




 De volta, com mais  alegria.



quinta-feira, maio 31, 2012





Este blogue vai estar fora por uns dias. 
Até já!



terça-feira, maio 29, 2012




  


Gosto de todas estas minhas rosas






Mas das que gosto mais são estas, rosas bravas, rosas singelas, frágeis.
Mal abrem as sua pétalas, se um vento mais forte acontece e lhe arrancam as pétalas, ficam assim expostas, vulneráveis.
Mas enquanto duram, quanta beleza.

sábado, maio 26, 2012





Capelinha de S. Sebastião - Ericeira



Esta capelinha fica situada na zona Norte da Ericeira, num espaço muito acolhedor.
E´pequena, linda e toda forrada de azulejos.
Dizem que teve origem na Idade  Média, mas a construção tal como está  vem do séc. XVII.


quarta-feira, maio 23, 2012






Quanto sabe a flor! Sabe ser branca
quando é jasmim, e roxa quando é lírio.
Sabe abrir o botão
sem reservar doçuras para si,
ao olhar ou  à abelha.
Permite sorridente
que se faça mel com sua alma.
Quanto sabe a flor! Sabe deixar-se
colher por ti, para que tu a leves,
erguida, em teu peito numa noite.
Sabe fingir, quando no dia seguinte
de ti a afastas, que não é a mágoa
por tu a abandonares que a faz murchar.
Quanto sabe a flor! Sabe o silêncio;
e possuindo uns lábios tão formosos
sabe calar o "ai!" e o "não", e ignora
a negativa e o soluço.
Quanto sabe a flor! Sabe entregar-se,
dar, dar tudo o que é seu a quem a quer,
sem pedir mais que isso: que lhe queira.
Sabe, simplesmente sabe, amor.



Pedro Salinas (1891-1951) - Espanha


sexta-feira, maio 18, 2012






Aqui declaro que não tem fronteiras,
Filho da sua pátria e do seu povo,
A mensagem que traz é um grito novo,
Um metro de medir coisa inteiras.

Redonda e quente como um abraço
de pólo a pólo, a sua humanidade,
Tendo raízes e localidade,
É um sonho aberto que fugiu do laço.

Vento da primavera que semeia
Nas montanhas, nos campos e na areia
A mesma lúdica semente,

Se parasse de medo no caminho,
Também parava a vela do moínho
Que mói depois o pão de toda agente.


Miguel Torga - Universalidade

quarta-feira, maio 16, 2012




"Aos ricos, o favor da lei, aos pobres, o rigor da lei."



José Saramago - Prémio Nobel da Literatura, português




sexta-feira, maio 11, 2012




Nada melhor depois de uma boa refeição do que um café para completar o que foi,principalmente, um bom convívio, um momento de descanso e o prazer de uma boa companhia.

Aliás, ir beber uma "bica" foi sempre sinónimo de descontracção entre amigos. Um exercício para aliviar a tensão do dia a dia.

No meu bairro, tenho muitas vizinhas que se encontram no café mais próximo para beber o seu cafézinho e também para arejar ideias. Mas isto era há uns tempos atrás. A maldita da crise aí está para o impedir. Não só o café perdeu clientes, como elas também perderam aquele momento de lazer.
Tudo mau.

Confesso que já estou muito farta desta crise. Não pela crise em si, mas pelo que de vil, torpe, injusta se revelou.

Eu explico. Pedem-nos imensos sacrifícios em nome da crise que não provocámos. Que gastámos demais. Que comprámos casas. Pois comprámos. As rendas que eram pedidas eram maiores que o empréstimo dos bancos.  Logo o bom senso era comprar porque a casa sempre viria a ser nossa.
Vão, aos mais velhos, que trabalharam uma vida e  descontaram,  sonegar aquilo a que têm direito.

A minha mãe sempre me ensinou que o exemplo  vem de cima. E assim foi ao longo da sua vida. Mas o que vemos nós?
O exemplo devia vir do Estado, mas se repararem bem,  está cada vez mais gordo e não estou a falar metaforicamente.

Não é a crise que está a tornar endémica esta tibieza, este falar baixinho, este olhar desconfiado para cada esquina.  É a maneira como nos é imposta.

Os portugueses são melhores do que isto.






terça-feira, maio 08, 2012




Liberté, Egalité et Fraternité 



sexta-feira, maio 04, 2012







Igreja das Flamengas - Alcântara


A Igreja das Flamengas também conhecida por  Nossa Senhora da Quietação fica na rua 1º de Maio, em Alcântara.

Foi  mandada construir por D. Filipe II de Espanha, I de Portugal, entre 1582 e 1586, para acolher  monjas flamengas oriundas da Flandres (Países Baixos) fugidas das perseguições  luteranas. 

O nome  Igreja das Flamengas deve-se ao facto de ser o idioma por elas falado.
Vieram desde Alkmaar,  passando por Santander  e Bilbao até Arrábida.
Passaram depois para o convento feminino da Madre Deus em Xabregas. Mas foi Alcântara que o rei escolheu para acolher as freiras.

Local da Batalha de Alcântara entre o Duque de Alba e o Prior do Crato onde perdemos a nossa independência no dia 4 de Agosto de 1580.

Era um local aprazível  perto do vale de Alcântara junto à praia e o Palácio Real de D. Filipe.

Quando em 1887 morre a última freira, as remanescentes são expulsas do edifício.

Em 1889  são concedidos à Real Irmandade da Nossa Senhora da Quietação , a igreja, a sacristia, a casa do despacho e as casas da residência do capelão. Até aos dias de hoje.




terça-feira, maio 01, 2012






Até a Primavera emigrou.
Mas há sempre algo que resiste, como estas flores, numa rebelião tranquila.


sábado, abril 28, 2012


...

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistèrio.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

...

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro - Ficções do Interlúdio V (excerto)


terça-feira, abril 24, 2012



São tristes as cidades sob a chuva
e as canções que se atiram contra as grades
- minha pátria vestida de viúva
entre as grades e a chuva das cidades.

É triste o cão que ladra no canil
quando é março ou abril e lhe prendem as pernas
é triste a primavera no País de Abril
- minha pátria perfil de mágoas e tabernas.

É triste: uns vestem-se de Abril outros de trapos.
Tu ó estrangeiro é só por fora que nos olhas
- minha pátria bordada de farrapos
capa de trapos remendada a verdes folhas.

Abril tão triste no País de Abril. Por fora
é tudo verde. (Abril com máscaras de festa).
Por dentro - minha pátria a rir como quem chora
(A festa da tristeza é tudo o que lhe resta).

Abril tão triste no País de Abril. Aqui
a noite. Aqui a dor. Meninos velhos
- minha pátria a chorar como quem ri
em surdina em silêncio. E de joelhos.


Manuel Alegre  - País de Abril a Ernesto Melo Antunes


sexta-feira, abril 20, 2012


Os Dalton, os ladrões mais famosos do Faroeste


A banda desenhada acompanha-me desde a infância. Creio mesmo que aprendi a ler mais depressa  para poder lê-la.

A minha primeira professora da Instrução Primária prometia-nos que  logo que soubéssemos ler, nos emprestava uma maravilhosa colecção encadernada de "histórias aos quadradinhos" chamada "O Mosquito". E assim foi.

Desde essa altura que conservo esse gosto que transmiti às minhas duas filhas. Uma delas também aprendeu a ler melhor com a banda desenhada.

Os  irmãos Dalton surgiram em 1954  numa  história intitulada "Hors -la-loi" escrita e desenhada por Morris, que termina com a morte  de toda a famíla Dalton pelo cowboy mais rápido que a própria sombra,  Lucky Luke, com seu cavalo Jolly Jumper , o cavalo mais esperto do mundo.

Em 1958 Gosciny resolve recuperar os Dalton, os bandidos mais famosos do Faroeste,  não os verdadeiros porque tinham morrido, mas os primos Joe, Jack, William e Averell, inimigos de Luky Luke completamente broncos , em ordem crescente em altura e estupidez (Wikipedia") .

Em 1960 surge Rantanplan o cão mais estúpido do Universo (Wikipedia) que nesta imagem parece supervisionar os Dalton o que é, naturalmente, impossível.



Be alive, be on the internet


Small or big companies, freelancers, artists and sellers need to be on the internet because today who doesn’t appear on the internet doesn’t exist.

A few years ago when someone needed to find a company or business, used to search on the local phone directories, but now the search became wider and spread around the world. Most of the businesses have gone worldwide and not local.

The probability of success is much bigger to those who are present on the web, but to be on the internet first you need to find a good service provider, a good internet hosting service and very important a web designer service that can put on the screen and on the program the exact design and corporate image that you want to transmit to your potential clients.

When Is time to think on a web designer you will have to think at a web design London based like Ampheon, they can provide a good service package and they have won the IMA award in 2010. IMA is the Interactive Media Awards and shows the excellence of their services.

terça-feira, abril 17, 2012





Mosteiro da Batalha


Nunca como em Veneza
adoro a nossa pobreza
portuguesa;
as nossas casas caiadas,
as nossas praias salgadas,
os burricos berberes,
a na Batalha de pedras douradas
a saia pela cabeça das mulheres.

Ó Veneza oriental,
marítimo tesouro
de púrpura, de mármores e de ouro:
- em Portugal
rico só é o céu que nos lá cobre.

Portugal teve o  Mundo - e ficou pobre.


Afonso Lopes Vieira - Cantares  dos Búzios


sexta-feira, abril 13, 2012





Garças regessando a casa



Não há céu que me queira depois disto,
Nem Deus capaz de ouvir-me.
Um homem firme
É firme até no céu,
E até diante
Do Criador!
E o que eu diria se, ressuscitado,
Fosse chamado
A depor!

Miguel Torga - Depoimento


segunda-feira, abril 09, 2012




"De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida."

Bertolt Brecht


quinta-feira, abril 05, 2012




Desejo-vos uma Páscoa em Paz, com perspectivas melhores das que se nos apresentam.



segunda-feira, abril 02, 2012







Fluviário de Mora


 O Fluviário de Mora  foi inaugurado no dia 21 de Março  de 2007, início da Primavera e Dia da Àgua. 
É o primeiro grande aquário de água doce da Europa.
Em Agosto de 2007 já tinha atingido os 100.000 visitantes.
Para o visitar, com calma, talvez um dia da semana seja melhor.
Fica, aproximadamente , a hora e meia de Lisboa. Aproveite e delicie-se com uma boa refeição alentejana.