quinta-feira, novembro 30, 2006


Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista.
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.

Fernando Pessoa/Ricardo Reis - Odes

terça-feira, novembro 28, 2006

La tarde canta
una berceuse a las naranjas.

Mi hermanita canta:
La tierra es una naranja.

La luna llorando dice:
Yo quiero ser una naranja.

No puede ser , hija mia,
aunque te pongas rosada.
Ni si quiera limoncito.
Que lástima !

Frederico Garcia Lorca - Dos lunas de tarde (2)

quarta-feira, novembro 22, 2006

Recordo-te como eras no outono passado.
Eras a boina cinzenta e o coração em calma.
Nos teus olhos lutavam as chamas do crepúsculo.
E as folhas caiam na água da tua alma.

Fincada nos meus braços como uma trepadeira,
as folhas recolhiam a tua voz lenta e em calma.
Fogueira de estupor onde a minha sede ardia.
Doce jacinto azul torcido sobre a minha alma.

Sinto viajar os teus olhos e é distante o outono:
boina cinzenta, voz de pássaro e coração de casa
para onde emigravam os meus profundos desejos
e caíam os meus beijos alegres como brasas.

Céu visto de um navio. Campo visto dos montes:
a lembrança é de luz, de fumo, de lago em calma!
Mais além dos teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de outono giravam na tua alma.

Pablo Neruda - 20 poemas de amor e uma canção desesperada (6)
Tradutor: Fernando Assis Pacheco

sábado, novembro 18, 2006

quarta-feira, novembro 15, 2006

E agora ... algo completamente diferente!


Este Pai Natal não foi importado dos Estados Unidos da América.
É genuino. Encontrei-o , por acaso , na nossa cidade Invicta.


E continuando na onda azul, também ,por acaso, encontrei ( quem sabe ?) o local onde os "estrumfes" se reunem.


Por último, este simpático gato aproveitando o calor do sol.

terça-feira, novembro 14, 2006

Marinas de Sal - Rio Maior

Estas casas de madeira, que têm séculos de existência, servem para o armazenamento do sal.


Pormenor de uma dessas casas.


O sal, em pirâmide, proveniente de uma mina de sal gema.


Estes compartimentos feitos de cimento ou pedra chamam-se talhos.


Muitas das antigas casas transformaram-se em casas comerciais, onde se encontram além do sal, evidentemente,muitas curiosidades.


Tal como este cogumelo .

As Marinas de Sal são um monumento único na Europa, de uma grande beleza. Um local para um passeio com calma !

sexta-feira, novembro 10, 2006

quinta-feira, novembro 09, 2006

Passeando pela Ericeira...

...depois de uns belíssimos Mexilhões ao natural, apanhados nas rochas das praias da vila seguidos de Carapaus assados com salada,...


... fui até à Praia dos Pescadores com o respectivo Porto de Pesca onde estavam parados vários barcos e traineiras, uns destinados ao lazer e outros à faina.

Para além de nomes curiosos, uns ligados à pesca, como o Lula, outros à vila como o Paraíso da Ericeira ou às artes como o Fadista, encontrei alguns pormenores interessantes na decoração e até na identificação das embarcações.

Uma cruz de Cristo, ou a mais curiosa mistura entre o crescente e a estrela de David pintadas nas proas das embarcações, para pedir a protecção divina nas saídas para o Mar.



Mas para além destes símbolos mais ou menos religiosos também encontrei outros, marinhos como o golfinho...


... ou aéreos como a andorinha.













Passeando pelas docas e portos de pesca não deixe de reparar nas proas das embarcações ou nas cabinas das traineiras e ... Com Calma... anote mentalmente, em fotografia ou em desenho, os pormenores que também fazem parte da ...Alma da arte e da faina da pesca. Posted by Picasa

terça-feira, novembro 07, 2006

Nenhum igual àquele.

A hora no bolso do colete é furtiva,
a hora na parede da sala é calma,
a hora na incidência da luz é silenciosa.

Mas a hora no relógio da Matriz é grave
como a consciência.

E repete. Repete.

Impossível dormir, se não a escuto.
Ficar acordado, sem sua batida.
Existir, se ela emudece.

Cada hora é fixada no ar, na alma,
continua soando na surdez.
Onde não há mais ninguém, ela chega e avisa
varando o pedregal da noite.

Som para ser ouvido no longilonge
do tempo da vida.
Imenso
no pulso
este relógio vai comigo.

Carlos Drummond de Andrade - O relógio

sexta-feira, novembro 03, 2006

quinta-feira, novembro 02, 2006

E agora ...algo completamente diferente !