quinta-feira, maio 31, 2012





Este blogue vai estar fora por uns dias. 
Até já!



terça-feira, maio 29, 2012




  


Gosto de todas estas minhas rosas






Mas das que gosto mais são estas, rosas bravas, rosas singelas, frágeis.
Mal abrem as sua pétalas, se um vento mais forte acontece e lhe arrancam as pétalas, ficam assim expostas, vulneráveis.
Mas enquanto duram, quanta beleza.

sábado, maio 26, 2012





Capelinha de S. Sebastião - Ericeira



Esta capelinha fica situada na zona Norte da Ericeira, num espaço muito acolhedor.
E´pequena, linda e toda forrada de azulejos.
Dizem que teve origem na Idade  Média, mas a construção tal como está  vem do séc. XVII.


quarta-feira, maio 23, 2012






Quanto sabe a flor! Sabe ser branca
quando é jasmim, e roxa quando é lírio.
Sabe abrir o botão
sem reservar doçuras para si,
ao olhar ou  à abelha.
Permite sorridente
que se faça mel com sua alma.
Quanto sabe a flor! Sabe deixar-se
colher por ti, para que tu a leves,
erguida, em teu peito numa noite.
Sabe fingir, quando no dia seguinte
de ti a afastas, que não é a mágoa
por tu a abandonares que a faz murchar.
Quanto sabe a flor! Sabe o silêncio;
e possuindo uns lábios tão formosos
sabe calar o "ai!" e o "não", e ignora
a negativa e o soluço.
Quanto sabe a flor! Sabe entregar-se,
dar, dar tudo o que é seu a quem a quer,
sem pedir mais que isso: que lhe queira.
Sabe, simplesmente sabe, amor.



Pedro Salinas (1891-1951) - Espanha


sexta-feira, maio 18, 2012






Aqui declaro que não tem fronteiras,
Filho da sua pátria e do seu povo,
A mensagem que traz é um grito novo,
Um metro de medir coisa inteiras.

Redonda e quente como um abraço
de pólo a pólo, a sua humanidade,
Tendo raízes e localidade,
É um sonho aberto que fugiu do laço.

Vento da primavera que semeia
Nas montanhas, nos campos e na areia
A mesma lúdica semente,

Se parasse de medo no caminho,
Também parava a vela do moínho
Que mói depois o pão de toda agente.


Miguel Torga - Universalidade

quarta-feira, maio 16, 2012




"Aos ricos, o favor da lei, aos pobres, o rigor da lei."



José Saramago - Prémio Nobel da Literatura, português




sexta-feira, maio 11, 2012




Nada melhor depois de uma boa refeição do que um café para completar o que foi,principalmente, um bom convívio, um momento de descanso e o prazer de uma boa companhia.

Aliás, ir beber uma "bica" foi sempre sinónimo de descontracção entre amigos. Um exercício para aliviar a tensão do dia a dia.

No meu bairro, tenho muitas vizinhas que se encontram no café mais próximo para beber o seu cafézinho e também para arejar ideias. Mas isto era há uns tempos atrás. A maldita da crise aí está para o impedir. Não só o café perdeu clientes, como elas também perderam aquele momento de lazer.
Tudo mau.

Confesso que já estou muito farta desta crise. Não pela crise em si, mas pelo que de vil, torpe, injusta se revelou.

Eu explico. Pedem-nos imensos sacrifícios em nome da crise que não provocámos. Que gastámos demais. Que comprámos casas. Pois comprámos. As rendas que eram pedidas eram maiores que o empréstimo dos bancos.  Logo o bom senso era comprar porque a casa sempre viria a ser nossa.
Vão, aos mais velhos, que trabalharam uma vida e  descontaram,  sonegar aquilo a que têm direito.

A minha mãe sempre me ensinou que o exemplo  vem de cima. E assim foi ao longo da sua vida. Mas o que vemos nós?
O exemplo devia vir do Estado, mas se repararem bem,  está cada vez mais gordo e não estou a falar metaforicamente.

Não é a crise que está a tornar endémica esta tibieza, este falar baixinho, este olhar desconfiado para cada esquina.  É a maneira como nos é imposta.

Os portugueses são melhores do que isto.






terça-feira, maio 08, 2012

sexta-feira, maio 04, 2012







Igreja das Flamengas - Alcântara


A Igreja das Flamengas também conhecida por  Nossa Senhora da Quietação fica na rua 1º de Maio, em Alcântara.

Foi  mandada construir por D. Filipe II de Espanha, I de Portugal, entre 1582 e 1586, para acolher  monjas flamengas oriundas da Flandres (Países Baixos) fugidas das perseguições  luteranas. 

O nome  Igreja das Flamengas deve-se ao facto de ser o idioma por elas falado.
Vieram desde Alkmaar,  passando por Santander  e Bilbao até Arrábida.
Passaram depois para o convento feminino da Madre Deus em Xabregas. Mas foi Alcântara que o rei escolheu para acolher as freiras.

Local da Batalha de Alcântara entre o Duque de Alba e o Prior do Crato onde perdemos a nossa independência no dia 4 de Agosto de 1580.

Era um local aprazível  perto do vale de Alcântara junto à praia e o Palácio Real de D. Filipe.

Quando em 1887 morre a última freira, as remanescentes são expulsas do edifício.

Em 1889  são concedidos à Real Irmandade da Nossa Senhora da Quietação , a igreja, a sacristia, a casa do despacho e as casas da residência do capelão. Até aos dias de hoje.




terça-feira, maio 01, 2012






Até a Primavera emigrou.
Mas há sempre algo que resiste, como estas flores, numa rebelião tranquila.