quinta-feira, Abril 24, 2014


 
 
Murais em Alcântara-Mar
 
25 de Abril Sempre

terça-feira, Abril 22, 2014



Esqueci-me de dizer que estes murais são uma reprodução dos originais.

segunda-feira, Abril 21, 2014


 

Murais em Alcântara-Mar para comemorar os 40 anos do 25 de Abril.

quinta-feira, Abril 17, 2014

 
 
Flores de pessegueiro


- Oh vizinha se lhe sair o Audi, onde é que o vai pôr?
- Tenho andado a conjecturar sobre o assunto com muita ansiedade e cheguei  à conclusão que terei de fazer um "downsizing" na minha estrutura familiar. Vou eliminar a capoeira.

terça-feira, Abril 15, 2014




Há coisas na vida mais belas que a vida
coisas terríveis tão belas ocultas
que coisas não são
sabemos acaso os nomes o gesto
da incerta presença
sorriso mais vago
perfume sonhado
sombras solenes
luzeiros tremendo
ah não
sentir não sentimos
pensar não pensamos
nem mesmo que é nada
se é belo ou não belo
 se parte se fica
se é excesso ou se é resto
há coisa terríveis
estranhas não são
alheias dispersas
talvez também não
mais belas que a vida
que a vida perdida
ansiosa ou maldita
diremos acaso que nomes que gesto
mas quais e porquê?...
Ah não.


Jorge de Sena - Balada das Coisas e Não

sexta-feira, Abril 11, 2014


 
Olaias em flor
 
 
 



-Então, vizinha, já concorreu com as "facturas da sorte" para que lhe saia o Audi?
-Ó vizinha o que é um Audi?

quarta-feira, Abril 09, 2014


 
Chagas ou Capuchinhas
 
 
Vive, dizes, no presente;
Vive só no presente.
 
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
 
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
 
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
 
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
 
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas.
 
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê,
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
 
 
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro