quarta-feira, julho 01, 2015



Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam...


Fernando Pessoa/Alberto Caeiro

quarta-feira, junho 24, 2015

    Imagem da Wikipedia
Quetzal-Ave da América Central
 
 
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Até o jade se parte,
até o ouro se dobra,
até a plumagem do quetzal se despedaça...
Não se vive para sempre na Terra!
Duramos apenas um instante...
 
Aztecas
 
(Do livro  Rosa Do Mundo - 2001 Poemas para o Futuro)
 
 
 

quarta-feira, junho 17, 2015




O sábio esquece-se de si,
só pensa na humanidade,
ignora os Paraísos,
as recompensas do outro mundo.

Ouvi dizer que Buda
ensinava uma doutrina pura.
Mas se assim é, para quê
tantos ídolos de madeira dourados?

Os céus que formam o tecto do mundo
dissipar-se-ão como uma nuvem.


Chen Tzu- Ang  (656-698)

quinta-feira, junho 11, 2015




Disse então aos tiranos:
Que pequena e mesquinha humanidade
A vossa!
Horas, dias e anos
De crueldade,
Para que ninguém possa
Gritar que passais nus pela cidade!


Miguel Torga - Sátira

quarta-feira, junho 03, 2015




E o que é que há de comum nestas fotografias ?

Pois, meus amigos, é o Verão com maiúscula, à antiga,  senão parecia um discurso muito recorrente dos nossos governantes.

Cerejas e chapéus de sol e muito calor não há coisa melhor.

domingo, maio 31, 2015



Giestas ou Maias como lhe chamam no Norte.

Dizem que dão sorte, afastam o mau olhado, por isso muitas pessoas, cumprindo a tradição, as levam para casa e as põem em ramos penduradas nas portas.

São lindas e perfumadas e tornam uma viagem muito mais bonita.

quarta-feira, maio 27, 2015





Ele, o escaravelho vermelho ou das palmeiras (Rhynghophorus ferrugineus  Olivier) andava por esta
zona do Oeste  e eu pensava um dia destes tenho-os nas palmeiras.
E assim aconteceu. Uma já morreu e a outra já foi atacada.

Quando se dá por isso já não há nada a fazer.

As fêmeas põem os ovos nos tecidos mais tenros das palmeiras, geralmente, na coroa.
As larvas na metamorfose, deixam a palmeira e formam casulos feito com fibras secas de folhas.

É uma praga a que assistimos quase impotentes. Mas eu não desisto já tenho outra palmeira que, dizem, eles não  atacam.

Outra coisa, chamam-lhes escaravelhos mas, afinal, são besouros e grandes.