sexta-feira, agosto 14, 2015


...

Que tenho eu a dizer
neste país
se um homem levanta os braços
e grita com os braços
o que de mais oculto havia
na secreta ternura de uma boca
que era a única boca do seu povo
Que posso eu fazer senão
daqui
deste deserto
em que persisto
chamar-lhe camarada.


António Ramos Rosa - Daqui deste deserto em que persisto (excerto)


sexta-feira, agosto 07, 2015


Calçada portuguesa - Cascais
 
 Sou a favor da calçada portuguesa porque é uma arte e, como tal, devia ser implementada e preservada.
 
Mas não é sobre a calçada portuguesa que vos quero falar. É, neste caso, o efeito provocado pelo desenho. Dá a impressão que o chão não é plano, mas ondulado. Ou seja uma ilusão de óptica que nos faz ver uma coisa que não é a realidade. As ditas, podem surgir naturalmente ou serem criadas por astúcias visuais específicas.
 
Acontece o mesmo com as palavras, com números.
 
Há pessoas que têm um talento para a prestidigitação, que é uma técnica de iludir o espectador com truques que dependem da rapidez e agilidade das mãos.
 
Como em todas as artes há pessoas sérias, honradas mas, lá está, também  existem os charlatães.
Charlatanismo deriva da apalavra italiana ciarlare , e significa exploração da credulidade pública, inculcando ou anunciando cura por meio secreto ou infalível oferecendo algo vantajoso sem o ser, realmente.
 
Em português também lhes chamamos parlapatões
 
Modernamente, o charlatanismo, pode ser aplicado em todas as áreas da economia nacional.
 
Qualquer semelhança com os dados estatísticos fornecidos pelo nosso governo é pura coincidência.