segunda-feira, fevereiro 19, 2007


A PRAÇA da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
.
Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante...
.
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
.
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há
.
Fernando Pessoa / Álvaro de Campos

2 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

como sempre....







magnifico.




tudo.









beijo.

Bipede Implume disse...

Que bom vê-la por aqui.

Fico muito grata pela delicadeza do elogio.

Um abraço.