quarta-feira, setembro 08, 2010


Capelas Imperfeitas - Mosteiro da Batalha




Túmulo de D.Duarte e D. Leonor de Aragão






D.João I mandou construir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória em agradecimento a Nossa Senhora, por ter vencido o numeroso exército castelhano,  na Batalha de Aljubarrota.

O Mosteiro da Batalha destaca-se pelo seu sinal de mudança na decoração, remate e acabamento.
Era  a exaltação da Dinastia de Aviz, com a protecção de Deus e da Virgem.

D. Duarte, filho primogénito de D. João I, cognominado O Eloquente, mas também conhecido pelo Rei Triste, seguiu fielmente todo sonho de seu pai, D.João I. Mas, desejou para ele o seu próprio espaço funerário, em vez de ficar junto dos outros infantes na Capela do Fundador.
Para isso mandou construir o Panteão de D. Duarte entregando a sua construção ao sucessor de Afonso Domingues, mestre Huguet.  As obras começaram em 1434. Em 1438 falecia D. Duarte e pouco tempo depois o próprio arquitecto, deixando-as incompletas.
Mateus Fernandes, no reinado de D.Manuel, foi o autor do magnífico Portal, um exemplo do mais feérico estilo manuelino. Neste reinado as obras foram interrompidas, de vez,  ficando a abóboda da cobertura por concluir.

As Capelas Imperfeitas repartem-se em sete capelas inscritas num octógono, sendo o oitavo lado, o portal manuelino.

D. Duarte, segundo os cronistas, foi um rei sisudo, com tendência a depressões, mas ao escolher  as Capelas desenhadas por mestre Huguet , acho que tinha uma alma iluminada.

Quem não conhece, devia fazê-lo e contemplar em êxtase toda esta obra arquitectónica  e conhecer um dos momentos históricos mais vibrantes de Portugal.



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5 comentários:

Vieira Calado disse...

E o que faria se fossem perfeitas!

Digo eu!

Lindas!

Bjs

alfacinha disse...

Já visitei a capela imperfeita e acho o túmulo do casal real extremamente enternecido.cumprimentos de Antuérpia

Teresa Cruz disse...

Procuramos tantas vezes longe de Portugal... e nem sempre damos valor ao que é nosso (mea culpa)!
O Mosteiro da Batalha é um exemplo de uma maravilha desconhecida para muitos portugueses.
Teresa

Ana Tapadas disse...

Querida Isabel:
Dantes, visitava anualmente este lugar.
Que bom vê-lo aqui, assim descrito e contextualizado, ilustrado com fotos magníficas!
Obrigada,
Beijinho

Cristina disse...

Magnifico, Isabel.
Bom fim de semana,beijinhos.