Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.
Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.
Miguel Torga - Flor da Liberdade
4 comentários:
Olá Isabel
Ao ver ,as suas flores maravilhosas que estão a galhardear no ecrã .Tenho dor de cotovelo.
Cumprimentos de Antuérpia
Querida Isabel,
excelente escolha! Nosso, sempre, Torga!
Explosão de cor e de palavras!
Beijinho amigo
como disse o comentário acima, lindíssima a poesia, gostei muito. Tão colorida quanto suas fotos lindas. Que flores são essas? Elas tem um tom diferente de vermelho...
Beijos rimados pra você :*
Boa escolha, essa!
Torga foi sempre um dos meus favoritos.
Quer em verso, quer em prosa.~
BICHOS é inesquecível!
Saudações poéticas!
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