sábado, março 04, 2017
sexta-feira, fevereiro 10, 2017
Faz hoje, precisamente, um mês que esta gatinha foi resgatada de cima de uma casuarina.
Mas comecemos pelo princípio. Alguém teve a "coragem" de abandonar este animal em pleno Inverno, com noites de temperaturas negativas aqui perto de nós
Deixaram duas latas de comida, "gourmet", é certo, mas num meio totalmente diferente de onde veio.
Entretanto ela encontrou-se com o Tico e com a Micas, assustou-se e fugiu para cima da árvore.
Chamámos os Bombeiros para a tirar de lá.
Vieram logo, analisaram a situação e aconselharam-nos a esperar que ela acabaria por descer.
Não aconteceu assim. Esperamos três dias e três noites, muito frias. Ao quarto dia fomos tirá-la de lá.
Depois de algumas peripécias e peixe cozido conseguimos trazê-la para nossa casa.
Pensámos que seria um gato mas afinal, era uma ela.
Como ronrona bem e mia melhor ficou Ella. Ella Fitzgerald.
sábado, janeiro 07, 2017
sexta-feira, julho 15, 2016
terça-feira, julho 05, 2016
segunda-feira, maio 16, 2016
terça-feira, abril 26, 2016
Foi bonita a festa, pá! Assim cantava o Chico Buarque em1975.
E continua a ser bonita, especialmente, este ano. As pessoas festejaram a Liberdade e uma Esperança renovada.
Na Assembleia da República, inundada de cravos vermelhos, a festa foi igualmente bonita, com uma inovação: uma esquerda unida!
Não ouvi todos os discursos mas a TV fez o favor de salientar alguns. E aqui é que temos o busílis da questão.
Uma deputada, ela sim do tempo escuro e fascista, resolveu chamar ao governo em funções, um "governo salazarento".
Isto revela uma de duas coisa, ou senilidade ou muita Tetra Pack de zurrapa.
Recomenda-se: Quando discursar...Não beba.
quinta-feira, abril 21, 2016
quinta-feira, abril 14, 2016
Tal como na Antiguidade, também nesta época, tão avançada da civilização, surgiram por aí uns papiros vindos daquele país entre as duas Américas.
Que monumental folhetim!
E tal como nos folhetins ou telenovelas como lhes queiram chamar, a informação é dada, deliberadamente, a conta-gotas.
O primeiro nome português que a investigação lançou aos quatro ventos, com imagens da casa onde um outro português surgiu perante os olhos gulosos de quem se alimenta deste tipo de informação.
Afinal a informação estava incorrecta e assim se manchou o nome de alguém inocente que tem todo o direito à sua privacidade.
Para mim foi o suficiente. Prefiro reler as alegres aventuras dos irredutíveis gauleses.
segunda-feira, abril 04, 2016
Eu sei que a Páscoa já passou, o dia das mentiras também, mas como tenho andado muito ocupada só hoje vos deixo uma receita tirada do sempre jovem Pantagruel, na sua 77ª edição.
Há quem goste de coelho e também há quem não goste mesmo nada. Por isso há sempre uma receita culinária que pode experimentar e saborear.
Bom proveito!
quarta-feira, março 09, 2016
Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho,
Nem sequer sozinho...
Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
E ninguém sabe porquê.
Mas, enfim, é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé:
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho,
Nem até
Café.
UM SONHADOR NOSTÁLGICO DO
ABATIMENTO E DA DECADÊNCIA.
Isto escrevia o Fernando Pessoa em 1935.
E como hoje é dia 9 de março de 2016... eu digo
Coitadinho
Do tiraninho
Já não manda
Mais no povinho
Vai para casa mui
De mansinho
Comer seu carapau
Alimadinho.
E já vai muito tarde!!!
quinta-feira, fevereiro 18, 2016
Não tenho muito tempo para o mar
para nadar no mar para pescar
para nadar e amar não tenho tempo
para outras coisas em ar: o frio aperta
os ossos doem o coração palpita.
Vou pela praia contra o vento mas
sei que tudo agora é sempre assim
contra a corrente o tempo o próprio pensamento
na areia mole os pés vão-se enterrando
já não batem o crawl como batiam
já não logram correr como corriam
e no entanto o tempo agora é de corrida
contra o tempo se corre contra o tempo
contra o tempo se corre e assim se morre
em frente ao mar olhando a desmedida
distância entre a tão curta vida e o amor dela
sobretudo ao crepúsculo quando o mar
nos interpela e nos apela e a caravela
do coração se põe de novo a navegar
mesmo sabendo que já não há partida
que as rimas em ar estão a acabar
e todo o tempo agora é contra o tempo
e mesmo sem correr só há corrida.
Manuel Alegre - Canção do Tempo que Passa
sábado, fevereiro 06, 2016
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