sábado, outubro 28, 2006

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É de quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga - Conquista

1 comentário:

martelo disse...

nesse mar talvez o Torga encontrasse o espaço...eram mais as montanhas.