Aos Jacarandás de Lisboa
São eles que anunciam o verão.
Não sei de outra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
É um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas - irmão dos pássaros -
perder-me no ar.
Eugénio de Andrade (Os Sulcos da Seda,2001)
2 comentários:
As Jacarandás
Adoro, O contraste do lilás/arroxeado com o céu de Lisboa e afinal o sol que brilha dá à cidade uma luz própria .Morro de saudades
Cumprimentos de Anruérpia
Querida Isabel,
um dos meus primeiros post foi sobre uma ida a Lisboa e da impressão que esses belíssimos jacarandás me provocaram...
Lindo, vê-los aqui: são da tua Lisboa, cobrem-na de beleza. E que poema apropriado, do meu Eugénio.
Beijinho
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