segunda-feira, setembro 29, 2014
No dia 20 de Julho de 1969 estava eu a assistir deslumbrada, através da televisão, ao passeio saltitante de Neil Armstrong na superfície lunar.
Vivia nos EUA, nessa altura, num bairro para estudantes com pouco dinheiro, que entretanto estavam a ser substituídos por famílias negras também com pouco dinheiro. Foi um experiência enriquecedora. Tinha uma vizinha negra que tomava conta do neto. Engraçámos uma com a outra e ficámos amigas.
E aqui chegamos ao dia 20 de Julho. Eu deslumbrada com aquele acontecimento extraordinário, e a minha vizinha com o dedo espetado na Bíblia a dizer-me que aquilo era mentira. Não estava previsto na Bíblia logo não estava a acontecer.
Eu estava a viver duas realidades, qual delas a mais fascinante.
E por causa das primárias do PS, lembrei-me deste episódio. O que se passou ontem pode comparar-se à célebre frase de Neil Armstrong: " One small step for man, one giant leap for mankind". Eu estava a assistir a duas realidades e acredito que foi um passo gigante para a nossa Democracia.
segunda-feira, setembro 22, 2014
O Verão acabou.
Mas houve Verão? Algum, muito pouco.
Até o Verão, meus amigos, emigrou.
Depois de tantos cortes , tantas subtracções, saques a torto e a direito , tanto tirar daqui e nunca por dacolá, em vez de um País temos uma aldeia.
Uma aldeia sem a gracinha da aldeia gaulesa do Asterix.
Por cá temos Cacoterix sem controlo entre o Falso Tenorix e o Arrevogavelix.
Os outros dois com o "embaraço" ao pescoço, a pedir desculpas, em vez da demissão.
Até quando Senhor?
quinta-feira, julho 10, 2014
segunda-feira, junho 30, 2014
quinta-feira, junho 26, 2014
quinta-feira, junho 19, 2014
Ar livre, que não respiro!
Ou são pela asfixia?
Miséria de cobardia
Que não arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartão?
Abaixo! E ninguém se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois então?!
Ar livre! Correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A própria dor arejada,
- E nós nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre! Que ninguém canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiração!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mãe,
Desligado do cordão!
Ar livre, sem restrições!
Ou há pulmões,
Ou não há!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dá!
Miguel Torga - Ar Livre
segunda-feira, junho 16, 2014
sexta-feira, junho 13, 2014
quarta-feira, junho 11, 2014
sábado, junho 07, 2014
quarta-feira, junho 04, 2014
sábado, maio 31, 2014
sexta-feira, maio 23, 2014
terça-feira, maio 20, 2014
Canto de pé no meio do país amado.
Os ventos tristes batem no meu rosto
batem no meu poema as vozes muito antigas
de não sei que desgosto sempre tão cantado
nas cantigas nocturnas do país amado.
Eu cantarei os homens assentados
nas cadeiras de chuva sobre a dor.
Dos nervos do meu canto lançarei mil dardos
eu cantarei o amor e os ombros libertados
de seus fardos. Que vi na dor os homens assentados.
Canto de pé no meio do país amado.
E ainda que por vezes de Elsenor
cheguem noites de pavor e almas penadas
eu cantarei o amor que sempre foi negado
às gentes ignoradas do país amado.
Manuel Alegre - Praça da Canção (Canção Segunda)
quinta-feira, maio 15, 2014
sexta-feira, maio 09, 2014
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