terça-feira, junho 26, 2007

Só a Natureza é divina, e ela não é divina...

Se falo dela como de um ente
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens
Que dá personalidade às cousas,
E impõe nome às cousas.
Mas as cousas não têm nome nem personalidade:
Existem, e o céu é grande a terra é larga,
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...

Bendito seja eu por tudo quanto sei.
Gozo tudo isso como quem sabe que há sol.

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro - O guardador de Rebanhos - XXVII

Fotografia tirada do Castelo de Juromenha, uma aldeia perto de Elvas. Tem uma paisagem belíssima com o rio Guadiana em destaque.

3 comentários:

Carminda Pinho disse...

Ainda há pouco tinha passado por aqui e vi que hoje não havia novidades.
Pensei depois de fazer a minha ronda pelos meus preferidos que hoje não me apetecia falar de nada a não ser de amor, paisagem, natureza e foi assim que mudei a música e resolvi colocar o poeme do Caeiro.
Alguma coisa me diz que não há coincidências amiga, sem nos "conhecermos" afinal já nos conhecemos...
Beijos e dorme bem.

Ludovicus Rex disse...

Boa escolha. Amei a foto

Um Abraço

Bipede Implume disse...

Carminda, minha Amiga
O mais engraçado é que inicialmente eu tinha escolhido um poema da Sofia de Mello Breyner Andresen,mas queria esta fotografia. E não ligavam.
E coincidimos em tudo. Faz pensar.
Beijinhos.

Olá amigo Ludo
O Guadiana na paisagem alentejana dão uma grande ajuda.
Um abraço.