terça-feira, novembro 03, 2009




Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão como sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

Fernando Pessoa - Lisboa (1888-1935)
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8 comentários:

Carminda Pinho disse...

A poesia de Fernando Pessoa lida num dia de chuva miudinha e céu cinzento, deixa-me melancólica, para não dizer triste.
Não que a poesia não seja bela...tu percebes-me. :)
Beijos, Isabel.

Cristina disse...

Chove em Portugal? Oh!!!
Adoro a primeira foto!
Grande abraço.

Silvana Nunes .'. disse...

Navegando sem ruma com a intenção de divulgar o meu blog, cheguei até você e gostei do que vi, tanto que pretendo voltar mais vezes. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da tela do computador está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar cuidado. Em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em http://www.silnunesprof.blogspot.com
Se gostar, siga-me.
Por hoje fico por aqui, Espero nos tornarmos bons amigos.
Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
Saudações Florestais !

Janaina Amado disse...

Todas as fotos, amiga, me pareceram belíssimas,, e ilustram bem o também belíssimo Pessoa - mas a primeira foto, para mim, é das mais bonitas que já vi aqui. Parabéns! E saudade. :-))

Ana Tapadas disse...

Isabel:
Também adoro a primeira foto! Lindíssima.
Aqui, voltou o sol. Nesta fase do ano ainda chove como em África...tomba sobre nós e foge, deixando o céu limpo.
Por aqui, depois de uma acta de sessenta páginas, terminou o primeiro ciclo de avaliação dos profs. - azar ser avaliadora: stress, stress...
Mas tudo passa, como na canção «foleira» de antigamente.
Beijinho amiga

Flor ♥ disse...

Isabel,

suas flores são um repouso depois de um dia de trabalho tão cheio como o de hoje: a primeira fotografia é mesmo muito especial... muito singela! E as rosa... parece-me que ela percebe a chuva de F. Pessoa caindo em suas pétalas!

Uma sexta-feira de paz!

Bjs.

Silvana Nunes .'. disse...

BOM DIA.
Em primeiro lugar gostaria de agradecer o carinho de suas palavras para com o meu trabalho, trabalho este que faço com muito carinho e dedicação para vocês, embora muitos e muitos problemas estejam por trás. O seu cantinho também é genial, adorei.
Contar histórias é um exercício fantástico, eu faço isso naturalmente. Na verdade todos nós temos um pouco de contador...
Bem, hoje a minha história para vocês é de DOM SEBASTIÃO - uma das minhas preferidas, espero que aprecie.
Volte outras vezes,
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... terá sempre uma história para contar.
Beijo grande.
Que a PAZ e o BEM esteja sempre com você.
Saudações Florestais !

Bipede Implume disse...

Queridas amigas

Carminda
Cristina
Silvana
Janaína
Ana
Flor

Fico muito grata pelos vossos carinhosos comentários. Sou uma amadora em fotografia, mas mesmo assim fico feliz quando alguma desperta a vossa atenção.
Beijinhos para todas.
Isabel