quarta-feira, maio 27, 2009




Antúrio branco


Há seres que são mais imagem que matéria
mais olhar do que corpo

tão imateriais os amamos
que quase não queremos tocá-los com palavras

desde a infância os buscamos
mais no sonho que na carne

e sempre no limiar dos lábios
a luz da manhã parece dizê-los



Homero Aridjis (1940) -México
trad.: José Bento

Posted by Picasa

6 comentários:

Cristina disse...

Pur branco!Magnifico.
Grande abraço.

Meg disse...

Isabel,

Mas que maravilha de poema!
E dos Antúrios nem sei o que dizer... vou levá-los comigo.

Um beijo

Ana Tapadas disse...

Amiga Isabel:
Que belos antúrios!E o poema...o México não pára de surpreender-me...o poema é de uma delicadeza invulgar: simples e significante! Quem me dera poder tê-lo escrito, porque decalca aquilo que sinto!
Tu, porque o escolheste, és fantástica.
Beijinho

Carminda Pinho disse...

Isabel,
o poema é lindo, e de uma sensibilidade sem tamanho.
Os antúrios são simplesmente... belos.

Beijos

Ana Tapadas disse...

Amiga:
Aproveita este calor!
Lançaram-me um desafio que - desculpa - passo para ti.
Beijinho

Bipede Implume disse...

Queridas amigas

Cristina
Meg
Ana
Carminda

Também adorei estes antúrios, e o poema claro.
Fico feliz por terem gostado tanto quanto eu.
Muito obrigada e beijinhos.