sexta-feira, abril 17, 2009


Árvore do chá (Leptospermum scoparium )


Pervinca (Vinca minor)


Gerânio (Pelargonium hortorum)


A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra, errarás absurda,
Buscando o que não deste.

Fernando Pessoa/Ricardo Reis

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6 comentários:

Ana Tapadas disse...

Olá Amiga!
Lindas e muito originais as flores.Desconhecia por completa a «flor de chá».
É muito belo este poema de Pessoa e de uma sensibilidade extraordinária.
Bom Sábado, mesmo com sabor a chuva,
Beijinho,
Ana

Vieira Calado disse...

Acabo mesmo de abrir o seu comentário.
Estou num bar a beber um copo.
Como por aí, aqui também chove que se farta.
Ainda não sei como regressarei a Penates.


Boa noite.

Meg disse...

Isabel,

Também desconhecia a flor do chá... e fico sempre extasiada com as tuas fotografias.
A flor que és, não a que dás, eu quero.
...
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro...
É Pessoa, é muito belo.

Bom fim de semana.

Um beijo

Ana Tapadas disse...

Amiga:
Não precisas pedir desculpa Eu é que agradeço o esclarecimento. Percebi que não era daquele «chá» (sou uma apreciadora), mas desconhecia por completo tal flor e agora ainda estou mais espantada! É muito original.
Beijinho, com chuva!
Ana Maria

(e eu a precisar preparar uma reunião, mas cheia de vontade de não o fazer...)

Carminda Pinho disse...

Também eu não conhecia a bela flor do chá. Obrigada, Isabel.
É sempre bom passar por aqui, com calma...

Beijos

Bipede Implume disse...

Olá meus queridos amigos

Ana
Vieira Calado
Meg
Carminda

Agradeço com muito carinho os vossos comentários.
Beijinhos para todos e boa semana.